World Naked Bike Ride

De SampaBiker

World Naked Bike Ride é um evento mundial, que ocorre anualmente, em que ciclistas pedalam pelas ruas da cidade para reinvidicar seu espaço. Como o nome sugere, alguns ciclistas pedalam totalmente nus, mas a nudez não é obrigatória para participar do evento.

Em São Paulo, assim como em outras cidades do hemisfério Sul, o evento ocorre no segundo sábado de Março. A concentração é feita tradicionalmente na Praça do Ciclista, como é a maioria dos eventos ciclativistas de Sao Paulo.

Tabela de conteúdo

Motivações

Assim como a maioria dos eventos cicloativistas, o World Naked Bike Ride não tem líderes, organizadores ou qualquer estrutura formal.

Como consequência, as motivações para o evento são difusas, e ciclistas diferentes dão diferentes respostas a questão. Alguns dos argumentos mais comuns são:

  • Atenção e imprensa: nus os ciclistas chamam muito mais a atenção para a causa da bicicleta e da sua fragilidade. De fato, esta pedalada é muito mais noticiada do que outras pedaladas, como a Bicicletada mensal.
  • Fragilidade do ciclista: na cidade, a bicicleta é o veículo mais frágil, e os ciclistas se sentem nus no trânsito. Este protesto então, evidenciaria isso.

Histórico

O primeiro World Naked Bike Ride "bem sucedido" em São Paulo ocorreu no dia 14 de junho de 2008. Antes disso, somente umas tentativas isoladas foram feitos, sem adesão de um público.

No ano seguinte, o WNBR brasileiro resolveu seguir a agenda do hemisfério sul e ficou ocorreu no dia 14 de março de 2009.

Ainda seguindo o calendário mundial, o próximo WNBR está marcado para o dia 13 de março de 2010.

Edições

WNBR 2008

A primeira edição do WNBR em São Paulo foi marcada por uma grande repercursão na imprensa, tanto antes quanto depois do passeio. Sintomaticamente, a Praça do Ciclista estava tomada pela imprensa e por curiosos antes mesmo dos ativistas chegarem à praça.

Durante a concentração, intimidados pelo tumulto, a única a tirar a roupa foi a repórter e cicloativista Renata Falzoni. Ainda assim, somente um topless.

Porém, tão logo a massa saiu da praça, a mesma Renata Falzoni tirou o resto da roupa. Logo depois, muitos ciclistas tiraram a roupa totalmente, cuecas eram agitadas no ar e a adesão ao nudismo foi grande.

Porém, apesar das dezenas de nus na rua, o Major Benjamin resolveu deter somente o cicloativista André Pasqualini. As razões da escolha não são claras, mas provavelmente se deve ao fato do ciclista ter respondido a um email da Polícia Militar sobre o evento.

Durante a detenção de André, o Major Benjamim jogou fartamente spray de pimenta nos manifestantes, embora eles não demonstrassem intenção de agredir, conforme videos comprovam.

A massa seguiu, então até a delegacia para onde André foi levado, onde entoou gritos de "Seu delegado, libera o pelado" e outras palavras de ordem. Mas, antes mesmo da liberação do ativista, a massa prosseguiu pela Rua Augusta e Oscar Freire, onde de novo vários ciclistas ficaram nus, até a dispersão na Praça do Ciclista.

Vídeo 1o. WNBR BlogKampa: [1]

WNBR 2009

Nesta edição, os ciclistas foram mais prevenidos contra ofensivas policiais. Na Avenida Paulista, nenhum ciclista ficou totalmente nu.

Porém, a massa havia preparado uma tática de guerrilha. Se aproveitando da falta de mobilidade dos policiais, que estavam principalmente de moto, a massa se dispersou no meio da Rua Cubatão, desorientando os policiais e boa parte da imprensa. Depois ela se reagrupou no Monumento às Bandeiras, onde muitos ciclistas ficaram nus.

A partir daí, a massa, com muitos nus, seguiu pela Avenida Brasil, depois pela Rebouças, Faria Lima até o Largo da Batata. Depois ela retornou, e passou em frente ao prédio do prefeito à época, Gilberto Kassab, que fica na região. A partir daí ela voltou à Praça do Ciclista pela Rua Augusta.

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